No final da década de 90 e início dos anos 2000 ter um site era algo sensacional para as empresas, isto automaticamente as colocavam em um patamar de desbravadoras de uma nova era, toda essa euforia com a internet e os negócios que ela prometia possibilitar resultaram na bolha das “pontocom” e em grandes produtos e serviços nos dias atuais, tais como Google, Facebook e Amazon.

Ter um site hoje não é coisa de inovadores como era antigamente, é obrigação de qualquer empresa, seja ela uma empresa de alcance regional ou global. O site é ferramenta para fortalecimento da marca, e marca conhecida vende mais. "O que aparece é bom, o que é bom aparece”, já dizia Guy Debord em 1967.

As coisas mudaram de 2000 pra cá

A maneira de construir sites mudou desde os anos 2000 e se tornou estratégica para estreitar o relacionamento das empresas com qualquer pessoa que esteja interessada nela, os chamados stakeholders, seja para se informar, trabalhar ou comprar um produto.

Uma destas mudanças são os chamados sites responsivos. Os sites responsivos são sites que se adaptam ao tamanho da tela do dispositivo que está visitando a página. O profissional responsável por desenvolver o site começa desenhando o site para uma tela pequena (técnica chamada de mobile first), privilegiando as funções essenciais, depois vai aumentando o tamanho da tela e realocando os elementos até uma tela maior, desta forma o site fica “adaptável” ao tamanho do dispositivo.

Não é uma técnica nova, porém se mostrou como uma solução diante do emaranhado de telas as quais os usuários estão submetidos. Monitores de vários tamanhos, smartphones, smart tv’s e qualquer outra coisa que tenha tela e acesso à internet.

Veja na imagem abaixo um exemplo de site responsivo.

Exemplo site responsivo

Exemplo site responsivo

E se o site não for responsivo?

Fica difícil para o usuário navegar, ele precisa ficar dando zoom (aquele movimento de pinça) para ver algo em cada canto da tela. Isto torna tudo mais difícil e faz o usuário ficar irritado, fechar o site e não se interessar pela empresa. Se o site for um e-commerce, o resultado é uma venda perdida.

A situação é tão grave que o Google privilegia sites responsivos na sua pesquisa. Isto é, os sites que não são responsivos ficam pra trás. Porque ninguém vai até as últimas páginas do Google para buscar algo.

E os aplicativos para smartphone?

Eles são uma ótima solução para os dispositivos móveis, mas a necessidade de baixar o aplicativo, relação custo/benefício e abandono do aplicativo após a instalação tem inviabilizado o desenvolvimento para muitas empresas. O próprio Google, mantenedor do Android, recomenda com moderação o desenvolvimento de aplicativos. Resumidamente: “Se o seu aplicativo não vai utilizar as funções que um smartphone oferece, faça um site responsivo”. Fonte: Google Mobile Day 2015.

Porque ter site responsivo?

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) consolidou uma resposta clara e objetiva para esta pergunta. A Pesquisa Nacional Por Amostra de Domicílios (Pnad) revelou que 54,4% dos brasileiros com mais de 10 anos tem acesso a internet. Isto são 95,4 milhões de brasileiros com potencial para consumir os mais diversos produtos. E para essa galera, o celular se tornou a principal forma de se conectar, segundo a pesquisa de cada cinco casas brasileiras, quatro usam o telefone para ficar online. Veja nas ruas, as pessoas andam sem desgrudar os olhos da telinha, isto também é uma consequência clara do fácil acesso a compra de smartphones.

Os smartphones são bem íntimos dos usuários, as pessoas ficam o tempo todo com eles e esta é uma ótima oportunidade para as empresas interagirem através de chats, interfaces gráficas, experiências rápidas de compra, consumo de vídeo e áudio.

Então, estamos em um período no qual apenas ter um site para computador se tornou insustentável, sua empresa deve ter um site capaz de se adaptar aos mais variados dispositivos, é isto que as pessoas estão pedindo, lembre-se que o primeiro contato de muitos com a internet está acontecendo através de smartphones e sua empresa não pode perder estes clientes para o concorrente. Estar disponível de forma interativa e agradável colabora para o desenvolvimento da sua marca, amplia seu mercado e possibilita a geração de novos negócios.